segunda-feira, 29 de dezembro de 2008


Talvez


Talvez não ser,é ser sem que tu sejas,

sem que vás cortando o meio dia com uma flor azul,

sem que caminhes mais tarde pela névoa e pelos tijolos,sem essa luz que levas na mão que, talvez, outros não verão dourada,que talvez ninguém soube que crescia como a origem vermelha da rosa, sem que sejas, enfim,sem que viesses brusca, incitante conhecer a minha vida,rajada de roseira,trigo do vento,

E desde então, sou porque tu és

E desde então és sou e somos...

E por amor Serei... Serás...Seremos...
Pablo Neruda

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